segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Plena


Uma vez ouvi alguém dizer: “desculpe ter esquecido, Eliana! É que ser feliz me ocupa o tempo”.  Fato constatado; peço licença poética temporária pra este relato.
Este fim de semana foi o primeiro de muitos em que não me preocupei com o telefone celular. De folga quatro dias, desliguei o telefone do trabalho, esqueci o pessoal na mochila e pilotei quase quinhentos quilômetros (ida e volta), partindo de madrugada, rumo a tal felicidade. E achei num recanto lindo do mapa paraense chamado Bragança. Cidade pequena, de casarões antigos, patrimônios material e cultural preservados e um litoral de tirar o fôlego! Não sem antes parar na estrada pra tomar café com leite no acostamento, esticar as costas e ver o sol nascer... A felicidade esteve lá tantas vezes e por tantas eu a rondei. Nenhuma com o mesmo olhar.
Há muito tempo não me divertia tanto: dois cigarros, nenhuma gota de álcool, sem romance, nenhuma festa. Dessa vez fomos só nós: eu e meu reencontro. Um grupo de amigos levinhos preocupados, como eu, apenas com a simplicidade dos dias sem pressa. Voltei bronzeada demais, cansada da viagem, mas de alma lavada e temperada com o sal do mar. Hoje, no primeiro dia útil do ano, cumpri minha rotina mais feliz. Em mim, hoje, não cabe espaço pra mais nada. Estou lotada de felicidade!

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